segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Você quer caminhar com a gente?



      O Pastor Caio Fábio nos convida a fazer parte de um grupo de pessoas realmente interessadas em aprender o caminho do discípulo de Jesus.
     Oportunidade de crescimento e aprofundamento da consciência nas verdades do evangelho.

     Assista e compreenda o convite!

domingo, 9 de outubro de 2016

Artigo - Eu não me envergonho do Evangelho, mas me envergonho de muitos que se dizem "do Evangelho".



Vergonha alheia.


           Eu não me envergonho do Evangelho, mas me envergonho de muitos que se dizem “do Evangelho”.


Em sua carta aos Romanos, Paulo faz uma de suas afirmações mais marcantes acerca do Evangelho: “Pois não me envergonho do Evangelho, pois ele é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16). Eu também posso dizer isso, pois pela Graça revelada em Cristo encontrei não somente a Paz e uma bendita esperança, mas, sobretudo, o sentido para vida, pois o Evangelho não é mais uma religião no panteão das religiões, antes, é “Espírito e vida”, uma realidade interior que nos transborda de dentro para fora.

Eu não me envergonho do Evangelho, todavia, me envergonho de muitos que se dizem do evangelho, mas seus frutos em nada condizem com o espírito e a simplicidade de Jesus, pelo contrário, são discípulos da religião de homens que sempre anda na contramão da liberdade do Evangelho.

Envergonho-me de muitos que se dizem do Evangelho e se sentem secretários da trindade ao ponto de julgarem quem vai pro céu ou pro inferno. Sim, muitos “evangélicos” parecem desejar mais que as pessoas vão para o inferno do que para o céu, até parece que “o filho do homem não veio para salvar a vida dos homens, mas destruí-las”.

Envergonho-me dos que se dizem do Evangelho, mas pensam que “fora da Igreja não há salvação”, pois para eles, Igreja é templo feito por mãos humanas e é a casa de Deus, portanto, quem não frequentar “a casa de Deus”, não tem Deus com ele. Que ledo engano! Pensam que Igreja é concreto e tijolo, não leram que o lugar de Deus é “em Espírito e em verdade” e esqueceram que o Caminho que leva ao Pai é somente pelo filho Jesus, até professam que Jesus é o Caminho, mas na verdade fazem da igreja um atalho de mediação.

Envergonho-me dos que se dizem do evangelho e se julgam como os únicos detentores da verdade, caindo assim em uma presunção e uma antipatia insuportável, pois sempre se vêem como superiores aos outros por se acharem “filhos de Abraão”. Certamente nunca leram que até das pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão e, além disso, o genuíno discípulo de Cristo é humilde, pois sabe que toda verdade que ele possa conhecer, ainda é verdade “em parte” (I Co 13.9). São mais filhos do sectarismo do que discípulos do amor.

Envergonho-me dos que se dizem do evangelho e se acham mais santos do que Deus. Sim, uma presunção de santidade farisaica e arrogante. Pensam que santidade é comportamentalismo humano que resulta em “ser do mundo” ou “ser de Deus”. Na tentativa de não “ser do mundo” criaram um mundo paralelo do mundo real e que muitas das vezes é chamado de “mundo gospel”. Não aprenderam a verdadeira santidade de Jesus, pois o mestre comeu e bebeu com publicanos e pecadores e, além disso, orou ao Pai que não os tirasse “do mundo”, mas os livrasse do mal (Jo 17.15). Santidade é obra da Graça no discípulo.

Envergonho-me dos que se dizem evangélicos e são moralistas e excludentes. Em nome de uma religião sem amor e sem inclusão, praticam todo tipo de preconceito racial, de gênero, étnico e religioso. O resultado triste dessa realidade está visível na “bancada evangélica” na política, que cada vez mais levanta a bandeira da segregação e da homofobia. Desprezaram as Palavras do Mestre que diz “vinde a mim TODOS” e, além disso, não compreenderam que em Cristo não há segregação , pois "Nele não há judeu, nem grego, nem escravo, nem homem e nem mulher" (Gl 3.28).

Envergonho-me dos que se dizem do Evangelho e têm o vício de demonizar tudo que lhe é diferente. Sim, estes se dizem cristãos, mas falam mais no diabo do que em Deus. Eles até professam que Deus é maior, mas na prática morrem de medo do diabo, pois vêem o diabo no desenho animado, no refrigerante, na música afro, na arte oriental, na cultura asiática... Só não vêem o diabo pregando o falso evangelho em seus púlpitos. Parece que não são discípulos daquele que disse “está consumado!” e, com isso, venceu principados e potestades de uma vez por todas na cruz.

Envergonho-me dos que se dizem do evangelho e ainda vivem sob a mediação de leis religiosas. São muitos os que “da graça decaíram”, ou talvez, nunca conheceram a Graça, visto que ainda preferem agradar a Deus com suas próprias obras cumprindo leis e mandamentos de homens, burocratizando aquilo que Jesus simplificou e sintetizou em amor. Sim, me envergonho por ver muitos anularem a Graça e se vangloriarem na Lei, seja a lei de Moisés, seja a lei de “usos e costumes evangélicos”. Acho que não entenderam que “se agradamos a Deus cumprindo regras, segue-se que Cristo morreu em vão” (Gl 2.21).

Além destas, existem várias outras práticas que vejo entre os que se dizem do Evangelho e que me causam vergonha. Não uma vergonha por me sentir parte desse meio, mas uma vergonha alheia, uma vergonha misturada com perplexidade e certa tristeza.

Isso mostra, cada vez mais, a necessidade de se pregar e viver o evangelho simples de Jesus em meio a tanta religião em seu nome.

Pense nisso você também!


Samuel Nepomuceno
09/10/2016.

Caminho da Graça Serra-Es.




terça-feira, 4 de outubro de 2016

Podcast: Carta de Paulo aos Filipenses

A carta de Paulo aos  Filipenses.


               Em nossos encontros do "Café com Graça", temos procurado meditar na simplicidade do evangelho e, com este propósito, seguimos com uma série de mensagens devocionais apresentando o "Novo testamento de carreirinha". Atualmente estamos aprendendo sobre a mensagem da Graça nos escritos do apóstolo Paulo.
                  A carta aos Filipenses nos apresenta uma mensagem de conteúdo simples e profundo que nos desafia a viver com alegria e contentamento "em toda e qualquer situação". É a revelação do poder da Graça que nos dá uma "alegria atemporal" e nos traz uma "paz que excede a todo entendimento".

                  Em dias de abandono da genuína mensagem do evangelho e de tamanha ignorância acerca do Novo Testamento, é de grande valia o exercício espiritual de meditarmos nas palavras do Novo Testamento.


                 Ouça, compartilhe e aprofunde sua consciência no evangelho da Paz.

                 

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

PODCAST - Não desprezemos "Tão grande Salvação"

Mensagem ministrada na estação do Caminho da Graça Serra-Es 21/08/2016


 
             "Tão grande Salvação" é um dos temas centrais da carta aos Hebreus no Novo Testamento. Você sabe o que isso significa?
             Em dias de abandono da genuína mensagem do Evangelho, te convidamos a refletir sobre os benefícios maravilhosos da obra de Cristo na cruz e sua "Tão grande salvação". A mensagem da carta aos Hebreus é um estímulo a guardarmos com zelo essas verdades da fé para que não suceda que nosso coração caia em sutil incredulidade religiosa.

              Qual o significado da obra de Cristo para você?
              Você tem noção da grandeza dessa Salvação?
              Ouça, discirna e aprofunde sua consciência no Evangelho!

     


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terça-feira, 2 de agosto de 2016

No Caminho acontece: Café com Graça 31/07/2016


Uma boa roda de amigos-irmãos;
Uma moda de viola; 
A mensagem da Graça na carta de Paulo aos Colossenses 
E uma gostosa mesa de café!
Cenas do nosso "Café com Graça" 31/07/2016.






quarta-feira, 27 de julho de 2016

Podcast - Eu era cego e agora vejo.


                           Mensagem ministrada na estação Caminho da Graça Serra-Es.
           
              Por Rudimar Aparecido.


          Uma reflexão sob a luz da Graça do Evangelho baseada na narrativa do evangelho de João capítulo 09. Ouça, discirna e aprofunde a sua consciência no Evangelho!


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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Aos que me perguntam se sou evangélico...

Aos que me perguntam se sou evangélico...






Sou evangélico se "evangélico" diz respeito ao genuíno Espírito do Evangelho da Graça conforme revelado nas escrituras, tendo no verbo encarnado a sua plena revelação.

Não sou evangélico, se por "evangélico", entende-se mais uma religião dos homens cheia de doutrinas e leis meritórias que, por sua vez, escravizam a alma e andam na contra-mão da liberdade do Evangelho.

Sou evangélico, se por "evangélico" compreende-se que o reino de Deus não vem por visível aparência e, sendo assim, manifesta-se livre como o vento soprando onde quer, do oriente ao ocidente.

Não sou evangélico, se por "evangélico" entende-se que Deus é refém de templos feitos por mãos humanas e que a mera frequência a esta suposta "casa de Deus" valida a comunhão com o eterno.

Sou evangélico, se por "evangélico" entende-se o que de fato o Evangelho ensina: que Deus é amor e que os seus discípulos são reconhecidos na expressão desse amor que é praticado fora das paredes da religião.

Não sou evangélico, se por "evangélico" pratica-se o espirito da exclusão, do juízo e do ódio condenatório fazendo acepção de pessoas entre raça, gênero e classe social. 

Sou evangélico, se por "evangelho" entende-se que o fim da Lei é Cristo, seja a lei de Moisés, seja a lei dos crentes, pois, se penso que agrado a Deus cumprindo alguma lei ou religião, segue-se que Cristo morreu em vão!

Não sou evangélico, se por "evangélico" pratica-se os roubos do mercado religioso fazendo da fé um grande negócio explorando daqueles que precisam de ajuda enquanto ajuntam tesouros na terra onde a traça e a ferrugem corroem. 

Sou evangélico, se por "evangelho" compreende-se que religião não salva ninguém e que o evangelho não é mais uma religião no imaginário religioso, antes, o Evangelho é Espírito e vida, pois Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo.

Não sou evangélico, se por "evangélico" entende-se uma fé fanática, fechada à ciência e presunçosa da verdade, julgando que os seus adeptos são "salvos" e os demais são "do mundo" e que caminham a passos largos para perdição. 

Sou evangélico, se ser "evangélico" conforme o Evangelho é buscar ser gente boa de Deus na vida, sem implicâncias religiosas e nem fanatismos insuportáveis.

Não sou evangélico, se por "evangélico" entende-se que o sacerdócio de Cristo não me é suficiente e que, por isso, preciso de uma nova "cobertura espiritual" de sacerdotes humanos patrocinando assim o abuso do poder da religião.


Na verdade mesmo, não sou "evangélico" como se diz por aí, mas procuro no Evangelho como posso ser um genuíno discípulo de Jesus de Nazaré.

Pense nisso também!


Samuel Nepomuceno

14/07/2016