quarta-feira, 27 de julho de 2016

Podcast - Eu era cego e agora vejo.


                           Mensagem ministrada na estação Caminho da Graça Serra-Es.
           
              Por Rudimar Aparecido.


          Uma reflexão sob a luz da Graça do Evangelho baseada na narrativa do evangelho de João capítulo 09. Ouça, discirna e aprofunde a sua consciência no Evangelho!


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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Aos que me perguntam se sou evangélico...

Aos que me perguntam se sou evangélico...






Sou evangélico se "evangélico" diz respeito ao genuíno Espírito do Evangelho da Graça conforme revelado nas escrituras, tendo no verbo encarnado a sua plena revelação.

Não sou evangélico, se por "evangélico", entende-se mais uma religião dos homens cheia de doutrinas e leis meritórias que, por sua vez, escravizam a alma e andam na contra-mão da liberdade do Evangelho.

Sou evangélico, se por "evangélico" compreende-se que o reino de Deus não vem por visível aparência e, sendo assim, manifesta-se livre como o vento soprando onde quer, do oriente ao ocidente.

Não sou evangélico, se por "evangélico" entende-se que Deus é refém de templos feitos por mãos humanas e que a mera frequência a esta suposta "casa de Deus" valida a comunhão com o eterno.

Sou evangélico, se por "evangélico" entende-se o que de fato o Evangelho ensina: que Deus é amor e que os seus discípulos são reconhecidos na expressão desse amor que é praticado fora das paredes da religião.

Não sou evangélico, se por "evangélico" pratica-se o espirito da exclusão, do juízo e do ódio condenatório fazendo acepção de pessoas entre raça, gênero e classe social. 

Sou evangélico, se por "evangelho" entende-se que o fim da Lei é Cristo, seja a lei de Moisés, seja a lei dos crentes, pois, se penso que agrado a Deus cumprindo alguma lei ou religião, segue-se que Cristo morreu em vão!

Não sou evangélico, se por "evangélico" pratica-se os roubos do mercado religioso fazendo da fé um grande negócio explorando daqueles que precisam de ajuda enquanto ajuntam tesouros na terra onde a traça e a ferrugem corroem. 

Sou evangélico, se por "evangelho" compreende-se que religião não salva ninguém e que o evangelho não é mais uma religião no imaginário religioso, antes, o Evangelho é Espírito e vida, pois Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo.

Não sou evangélico, se por "evangélico" entende-se uma fé fanática, fechada à ciência e presunçosa da verdade, julgando que os seus adeptos são "salvos" e os demais são "do mundo" e que caminham a passos largos para perdição. 

Sou evangélico, se ser "evangélico" conforme o Evangelho é buscar ser gente boa de Deus na vida, sem implicâncias religiosas e nem fanatismos insuportáveis.

Não sou evangélico, se por "evangélico" entende-se que o sacerdócio de Cristo não me é suficiente e que, por isso, preciso de uma nova "cobertura espiritual" de sacerdotes humanos patrocinando assim o abuso do poder da religião.


Na verdade mesmo, não sou "evangélico" como se diz por aí, mas procuro no Evangelho como posso ser um genuíno discípulo de Jesus de Nazaré.

Pense nisso também!


Samuel Nepomuceno

14/07/2016

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Podcast - Marcas de uma Verdadeira Conversão




Mensagem ministrada no Encontro do Caminho da Graça Serra-Es 04/07/2016

Marcas de uma verdadeira conversão.

             Nossos dias são marcados por intenso trânsito religioso (mudança de religião, Igreja, denominação) e no meio cristão em geral, há grande ênfase na busca por novos adeptos. 
            Mas seria esta a verdadeira conversão proposta pelos Evangelhos?
            No meio de tanto inchaço religioso, o que é uma genuína Conversão? 
            Quais são suas marcas ou evidências?
            Nesta mensagem, ministrada no encontro do Caminho da Graça Serra-Es, procuramos respostas para estas perguntas nos Evangelhos e nos ensinamentos de Jesus. 

           Ouça, discirna e aprofunde sua consciência no Evangelho!





quinta-feira, 26 de maio de 2016

Artigo - Porventura, vindo o filho do homem, achará fé na terra?



Marcha para Jesus ou marcha para os políticos?



Porventura, vindo o filho do homem, achará fé na terra?



Há quem possa afirmar que ter ou professar a fé em dias pós-modernos como os nossos é uma coisa antiquada e ultrapassada, coisa de quem, ou não pensa, ou não é tão racional, mas não é isso que vemos no perfil religioso do homem contemporâneo. Atualmente, professar a crença, sobretudo em público, parece gerar certo “status”, quer seja o de status religioso conservador, quer seja o de status de fé alternativa, isso parece sempre dar ibope.
Com o advento da era da informação instantânea (internet, redes sociais e Cia), é cada vez mais comum ver o excesso de postagens religiosas, além do forte oportunismo marketista e piedoso de figuras públicas (principalmente as cristãs evangélicas) que usam a piedade como propagação da sua própria imagem “com o fim de serem vistas pelos homens”.
Dentro desse perfil do religioso contemporâneo, por um lado temos a fé meramente sentimental, a fé do “senti de Deus”. Uma fé com aparência de piedade, mas que não carrega o germe do evangelho da Graça que ensina que até mesmo a fé é dom de Deus e, portanto, não tem de se orgulhar de nada. A fé sentimental é muito popular hoje em dia, pois gera vaidade religiosa e parece que é uma fé disponível apenas para os que “são capazes de senti-la”, uma espécie de fé que só as pessoais especiais possuem... Existe vários tipos de fé assim em nossos dias. É fé demais.  E “fede mais não cheira bem”.
        Por outro lado, existe um movimento de busca por um tipo de fé que é o refluxo da fé religiosa supracitada, uma fé livre das aparências religiosas e da falsa piedade, uma fé mais crítica e racional que não se fundamenta nas inseguranças das emoções e dos sentimentalismos religiosos. É uma fé que não se baseia no sentir, mas na decisão de confiar e dar razão ao crer. Portanto, uma fé que também pensa. O perigo é quando essa fé fica apenas no campo do “pensamento correto e biblicamente embasado”, pois, é certo que fé não é sentimento, todavia, porém e entretanto, fé também não é só pensamento ou só uma confissão teologicamente correta.
É justamente neste momento que surge a pergunta de Jesus: “Porventura, vindo o filho do homem, achará fé na terra?” Pois, por um lado temos a fé sentimental e por outro lado a fé do pensamento correto. A fé que o mestre procura não é uma fé religiosa baseada nas emoções e nas aparências de piedade e nem a fé meramente confessional da boca para fora. De acordo com o evangelho, a fé que Jesus procura é a fé que aceita o convite do “vem e me segue”, é uma fé que não somente dá razão a Deus, mas uma fé que dá razão a Deus e vai!
Sendo assim, a fé genuína no evangelho não é a fé sentimental e nem a mera fé de pensamento ortodoxo, mas é a fé que diz sim e se movimenta! Em outras palavras, a genuína fé se manifesta em atitude. É por isso que a declaração de Jesus é a de: “bem aventurados os que ouvem as palavras (conhecem, pensam) e as pratica (uma fé que desemboca em atitude, movimento)”. Não foi a fé das pessoas santas e perfeitas da religião e nem a fé dos senhores do saber religioso que surpreendeu Jesus nos evangelhos, mas sim, foi a fé dos pagãos e indignos como o centurião romano, a mulher siro-fenícia, a mulher pecadora, o cego de Jericó etc.
O desafio para nós hoje em meio de tantas “fé-zes”, é viver uma fé que não seja meramente sentimental e tampouco meramente ortodoxa, psicológica, e inerte; Pois vejo muita gente com atitude e motivação de fé errônea, ao passo que também vejo pessoas com uma fé bem fundamentada, mas que não tem atitudes e nem se movimentam...

Fé não é mero sentimento e nem mero pensamento. Fé é movimento! É atitude. Fé é “vem e segue-me”.

Pense nisso.


Samuel Nepomuceno 26/05/2016.

sábado, 30 de abril de 2016

Podcast: Romanos - Introdução e Comentário



Romanos -Introdução e Comentário

Estudo da Carta de Paulo aos Romanos 13/03/2016

      
      A carta de Paulo aos Romanos é considerada uma das maiores obras do Novo Testamento. Muitos a chamam de o 5° evangelho. Lutero a denominou de “o mais puro Evangelho”. Sem dúvidas é uma dos tratados mais profundos da espiritualidade Cristã.
     Este Podcast é o áudio do estudo da carta de Paulo aos Romanos que foi realizado em um "café com graça" na Estação do Caminho da Graça Serra-Es no dia 13 de Março de 2016. Este estudo apresenta importantes considerações contextuais para melhor compreensão desta incrível epístola Paulina.
    Nesta carta, o apóstolo Paulo faz um verdadeiro tratado de sua mensagem do evangelho cujo tema principal é:  “Não me envergonho do evangelho, pois ele é a justiça de Deus a todo aquele que crê” (Rm 1.17).

     Ouça, discirna e cresça na consciência da Graça!



   

 
                                                         

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Podcast - Os Males dos Ciúmes




Estudo Bíblico Devocional: Os males dos Ciúmes - 20/04/2016

   Estudo sobre as obras da carne: Os Males dos Ciúmes.

    
       O ciúme, aparentemente parece ser um comportamento ou sentimento bobo e infantil, mas infelizmente é algo inerente à natureza humana caída e ambivalente e que tem arruinado muitos relacionamentos levando-os à falência.
           O ciúme inicialmente pode se apresentar como um desejo sincero de cuidado, mas que, se não discernido, acaba por manifestar-se como um sentimento de possessividade, controle e obsessão que, por sua vez, não tem nada a ver com o amor genuíno podendo levar o individuo a loucura e a paranoia.
         O Evangelho mostra que o ciúme é um desvio das obras da carne que habita em todos e que, uma vez discernido e tratado à luz da Graça do Evangelho, temos total domínio e paz para consigo mesmo e para com o próximo.
         Se você tem sofrido com ciúmes, sendo você o ciumento ou o enciumado, vale a pena parar, ouvir e refletir sobre esse tema que tem como pressuposto o ensino do Evangelho como fonte de iluminação.
          Ouça, discirna e compartilhe!
         
         

sexta-feira, 25 de março de 2016

Consciência do Evangelho ou apenas Consciência crítica da Religião?





Consciência do Evangelho ou apenas Consciência crítica da Religião?


Por Samuel Nepomuceno


       É inegável que vivemos um tempo de muitas mudanças no que tange à perspectiva da religiosidade na contemporaneidade, principalmente em se tratando do imaginário religioso cristão evangélico.

    O crescimento numérico dos evangélicos no Brasil é proporcional ao crescimento do chamado "Trânsito Religioso Denominacional" que é justamente o movimento de fiéis que mudam de denominações e "visões teológicas" a procura de uma instituição/igreja que promova uma espiritualidade que o satisfaça melhor.

  Na mesma pegada do trânsito religioso, encontra-se também o fenômeno dos "desigrejados" que são aqueles cristãos que já não mais se encaixam no molde institucional-religioso oferecido pelas instituições e que, por isso, procuram uma espiritualidade mais livre, menos engessada e mais simples na prática do evangelho.

    Esse fenômeno dos "desigrejados" tem crescido muito nos últimos anos e, com ele, vemos em muitos uma busca sincera por uma espiritualidade que se comprometa mais com a mensagem do evangelho e a prática do serviço ao próximo, não pela causa da obrigação religiosa, mas pelo amor genuíno. O resultado dessa busca de muitos tem sido o crescente número de grupos informais e congregações nos lares que procuram uma vivência comunitária meramente pela palavra do evangelho.

    Todavia, juntamente com esses cristãos de busca sincera, cresce também um número expressivo de cristãos traumatizados pela religião e que de tanta crítica ácida ao sistema religioso já estão caminhando em passos largos para um agnosticismo cristão. Muitos desses são capazes de detectar com louvor os enganos astutos da religião e até conseguem "colocar a prova aqueles que a si mesmo se dizem judeus e não são..." conforme diz o apocalipse (Ap 2.2). Mas, infelizmente, ao invés de desenvolverem uma sadia consciência do Evangelho, alimentam em si apenas uma consciência crítica da religião.

     O resultado desse criticismo religioso é uma espiritualidade meramente confessional/psicológica e extremamente árida no que tange a prática da fé simples no evangelho. Muitos desses "traumatizados" caem em profunda mornidão espiritual e, sequer, conseguem novamente congregar e criar vínculos espirituais e humanos sadios. Além disso, existem aqueles que de fato abandonam as expressões mais elementares da fé como a oração, a devoção e o exercício da comunhão e da solidariedade, simplesmente por acharem que tais práticas "são coisas da religião". É aí que mora o perigo!

     A carta de Jesus à Igreja de Éfeso (Ap 2) é um convite a se viver a fé cristã de maneira crítica e sadia, sem as doenças traumatizantes do fenômeno "pós-religião", pois em Cristo essas coisas da religião já se passaram. Para se viver a consciência do evangelho sem se cair no criticismo religioso barato, é fundamental que não se deixe o amor a Deus esfriar em meio a desilusão religiosa, e isso, é alcançado através da lembrança do amor genuíno de Deus por nós e através do retorno a prática do primeiro amor que, nada mais é, que o execício da busca pela comunhão com Deus e com o próximo.

     Portanto, em uma geração de "desigrejados" e de muitos modismos religiosos é imprescindível que não abandonemos a prática do amor a Deus. É o simples convite do evangelho à prática da oração e devoção pessoal, bem como também a expressão da fé em comunhão e serviço ao próximo. Isso não significa frequentar um templo ou uma instituição, mas sim expressar seu amor a Deus através da oração e da simples vivência com o próximo seja ele quem for. Isso sim é ser Igreja!

       Sem essas bases vitais do amor a Deus, o que veremos a partir de então, é uma geração de novos fariseus modernos, desta vez denominados de "fariseus desigrejados".

          Pense nisto!


Samuel Nepomuceno  25/03/2016.
Caminho da Graça Serra-Es.